Depois de ler este artigo da eurodeputada Ana Gomes chego à conclusão que há pelo menos dois tipos de Socialismo na União Europeia. O PS de França e o PS de Portugal.
Socialismo, mas pouco...
[Publicado por Ana Gomes.
No dia 9 de Setembro, no Parlamento Europeu, todos os deputados socialistas portugueses votaram sem hesitações a favor de uma resolução que "expressava profunda preocupação pelas medidas tomadas pelas autoridades francesas e de outros Estados Membros tendo por alvo os ciganos", instando tais autoridades a imediatamente suspender as expulsões e apelando à Comissão, Conselho e a outros Estados Membros que interviessem nesse sentido.
Tratou-se de uma resolução activamente promovida pelo Grupo dos Socialistas e Democratas, em que se integram os socialistas portugueses. Com linguagem moderada, em resultado de intensas negociações entre todos os grupos políticos. Nos debates com Durão Barroso e Viviane Reding, na manhã e na tarde do dia 7, todos os intervenientes socialistas, encabeçados pelo líder Martin Shultz, não pouparam na invectivação das expulsões colectivas estigmatizantes de Sarkozy e de outros governos europeus e na condenação da inacção da Comissão Europeia diante de tão acintosas violações do Tratado de Lisboa e dos direitos humanos fundamentais.
Incredulidade e apreensão - foram as minhas primeiras reacções às notícias de que o Grupo Parlamentar do PS, na 6a.feira passada, se dividira no voto de um texto proposto pelo BE, que visava associar a AR ao voto do PE. Por não ser o PS a tomar a iniciativa e por revelar descoordenação entre o que o PS faz na AR e no PE, ainda por cima num assunto de excepcional sensibilidade política (ao ponto de, finalmente, levar Durão Barroso a engrossar a voz face ao seu correlegionário de direita Sarkozy no último Conselho Europeu).
Vergonha e amargura - é o que expresso agora, depois de ter falado com deputados socialistas na AR para apurar o que se passou: "ordens de cima!" E só um socialista - Sérgio Sousa Pinto, a quem presto homenagem - teve a coragem de votar de acordo com a sua consciência, além de mais 14 que encontraram formas menos afirmativas de se dissociar de tão indecorosas instruções.
Ordens que terão sido inspiradas por instâncias governamentais. Instâncias tacanhas no entendimento do que é a política externa, pois ainda que se justificasse uma demonstração de "real politik" (e não se justificava, estando em causa a lei europeia e direitos humanos fundamentais), tal exercício não caberia a parlamentos, mas sim a governos.
Ordens insuportáveis, por serem politicamente indefensáveis ("o Sarko é amigo"...); por contradizerem o património histórico e político do PS, quer quanto ao respeito pelos direitos humanos em geral, quer quanto ao empenhamento dos seus governos - incluindo este - na inclusão da comunidade cigana em Portugal; e, finalmente, por serem ofensivas do que deve corresponder à consciência política de um/uma socialista.
Para registo: diante de tais ordens, eu desobedeço.
À margem de uma conferência de imprensa a propósito da 29ª Concentração Internacional de Motos, em Faro, Macário Correia afirmou que agora já há "condições para criar emprego na região".
"A partir de agora há condições para criar cerca de 3000 postos de trabalho e dar trabalho às empresas da região ao longo dos dois ou três anos de obras nos 150 quilómetros na EN125", afirmou.
Para Macário Correia , se houver uma EN-125 requalificada "torna-se mais fácil haver uma alternativa à Via do Infante (A22)".
O autarca de Faro afirma que, depois da requalificação da EN-125, o assunto das portagens na A22 pode ser "reavaliado" e não exclui a hipótese de haver portagens.
No entanto, Macário Correia, reitera que, no Algarve, "de momento, não há condições para a introdução de portagens".
O Tribunal de Contas atribuiu visto prévio aos contratos das concessões rodoviárias Algarve Litoral e Baixo Alentejo, que foram reformulados depois de em novembro terem sido chumbados pela mesma instituição.